22/02/09

Happy Go Lucky


O último filme de Mike Leigh está nomeado para os óscares como o melhor argumento, Happy Go Lucky, uma comédia realista sobre uma mulher optimista.

Mike Leigh deu recentemente uma entrevista em que referia que em qualquer um dos seus filmes podiamos encontrar cenas divertidas, até mesmo em Vera Drake. "Sou dos que encontram tragédia e comédia na vida quotidiana e tento sempre pôr isso nos meus filmes". Em Happy Go Lucky, o realizador quis contrariar o miserabilismo e pessimismo em que vivemos. Poppy é uma alegre e descontraída professora primária, no entanto o seu optimismo parece irritar algumas pessoas com quem ela se cruza. Mike Leigh diz ainda na entrevista que deu ao NM que o humor, para ele, é algo que vem de forma natural. E que nasceu para fazer rir os outros.

O realizador tem um método de trabalho muito especial, uma vez que filma sem criar um argumento, diz que trabalha directamente sobre um ecrã e que o importante é sempre o conceito do filme, e explica ao NM que Happy Go Lucky ficou precisamente como ele queria. Muitas vezes comparado com Ken Loach ou Stephan Frears ( pois ambos fazem um cinema chamado de "social"), Mike Leigh tem uma visão pessoal e idiossincrática do Mundo. Happy Go Lucky fez-me querer ser como a Poppy, viver um dia de cada vez, e se possivel sempre com um sorriso nos lábios!
Aqui ficam uma entrevista com o realizador e com Sally Hawkins a Poppy.



Mas o melhor é mesmo verem o filme, já é um dos meus favoritos!!

15/02/09

MILK

Do realizador de Elephant, Kids ou do bizarro "Even cowgirls get the blues", surge MILK . Nomeado para 8 óscares, dos quais se destacam o melhor actor (Sean Penn), melhor realizador, melhor filme e melhor actor secundário, Milk relata-nos a história e os factos verídicos relacionados com a luta de Harvey Milk (1930-1978).
Milk viaja de Nova York ( onde abandona um emprego em Wall Street) para ir viver em São Francisco, com o seu companheiro. É no distrito de Castro que ínicia a longa batalha pelos direitos dos homossexuais .
Ao tirar partido do rápido crescimento económico e político de Castro, para promover os seus interesses, Milk consegue que toda a comunidade gay se manifeste contra a marginalização e violência de que são alvos.
Milk viria a ser o primeiro político homossexual a ocupar um cargo público na cidade de São Francisco em 1977. É assassinado 11 meses depois de ocupar o cargo.
Depois da luta de Milk muitas pessoas teriam de se ajustar a uma nova realidade...
Sean Penn tem neste filme uma actuação brilhante.
Deixo-vos o discurso de Harvey Milk depois de ser eleito:

E aqui fica também o trailer do filme:

Lá Fora há Arte




Lá Fora é uma exposição que quer dar a conhecer a melhor produção realizada Lá Fora por artistas portugueses e luso-descendentes, atrair mais públicos para a Arte Contemporânea e estimular o estudo das questões da emigração cultural esclarecendo os lugares que ocupam os artistas que trabalham, progridem e vencem no estrangeiro. Trata-se de uma co-produção entre o Museu da Presidência e a Fundação EDP.

O núcleo de abertura da exposição é dedicado a alguns dos pioneiros modernos desta emigração cultural, personalidades maiores da arte portuguesa, tais como Vieira da Silva, Amadeu de Sousa-Cardoso, Julio Pomar ou Paula Rego, além destes , todos os outros artistas encontram-se neste momento radicados no estrangeiro.

Tenho de salientar o trabalho de Michael de Brito na pintura, Nuno Cera e Margarida Correia na fotografia e Isabel Gruneisen na pintura utilizando técnicas e recursos bastante arrojados.

Esta exposição pode ser visitada até 16 de Março, no Museu de Electricidade e a entrada é livre.

14/02/09

A short love story



Carlos Lascano is a multi-faceted artist who has successfully made incursions into painting, illustration, comics, photography, animation and special effects. He finally decided that filmmaking was his medium of choice because it represented the coming together of the different forms of expression of his artistic universe. In 1997, he completed Law School, but decided not to practice and to dedicate his career entirely to his art creation.


04/02/09

Morrissey again and again!!

"I'm Throwing My Arms Around Paris" é o título da canção escrita por Morrissey (letra) e por Boz Boorer (música). É o primeiro single do álbum "Years of Refusal", gravado em Los Angeles e produzido por Jerry Finn. Sai dia 9. Na capa, Morrissey aparece assim: nu, com os membros da banda que o acompanham, e com provas de ginásio num corpo que durante a década de 80 era, todo ele, fragilidade e androgenia.

A capa de "Years of Refusal" é mais vestida, mas enigmática: Morrissey com um bebé nos braços.

fonte: Ípsilon

30/01/09

All you need is me




You hiss and groan and you constantly moan
But you don't ever go away
That's because
All you need is me

You roll your eyes up to the skies
Mock horrified
But you're still here
All you need is me

There's so much destruction
All over the world
And all you can do is
Complain about me

You bang your head against the wall
And say you're sick of it all
Yet you remain
'Cause all you need is me

And then you offer your one and only joke
And you ask me what will I be
When I grow up to be a man
Uhm, nothing!

There's a soft voice singing in your head
Who could this be?
I do believe it's me

There's a naked man standing, laughing in your dreams
You know who it is
But you don't like what it means

There's so much destruction
All over the world
And all you can do is
Complain about me

I was a small, fat child in a council house
There was only one thing I ever dreamed about
And Fate has just
Handed it to me - whoopee

You don't like me, but you love me
Either way you're wrong
You're gonna miss me when I'm gone
You're gonna miss me when I'm gone

26/01/09

Slow Collision

Tema extraído do album "Aurora", o primeiro desta banda oriunda da Suécia. Mais em http://www.myspace.com/thedeertracks.

14/01/09

Vicky Cristina Barcelona

Woody Allen consegue pegar mais uma vez no tema das relações amorosas de uma forma leve e divertida, sem ser psicótico e sem banalizar os sentimentos das personagens. E afinal parece que o realizador ainda tem muito que dizer sobre a irracionalidade, a maluquice, os absurdos de um relacionamento amoroso, afinal é sempre o tema dos seus filmes. Isso parece ser dito na abertura do filme. E é dito de forma alegre, graças à saltitante música-tema "Barcelona", de Giulia & Los Tellarini, que pergunta: ..."Por que tanto perde-se/Tanto buscar-se/Sem encontra-se?"....
Vicky Cristina Barcelona acompanha duas amigas de férias na capital catalã. Vicky (Rebecca Hall) é objectiva e práctica, enquanto que Cristina (Scarlett Johansson) é o oposto: impulsiva, meio-artista e sem preconceitos, (como se verá ao longo do filme).
Em Barcelona, no Verão, as duas visitam os cartões postais da cidade, vagueiam pelas ruas ensolaradas e numa noite conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor que teve um divórcio conturbado da mulher, Maria Elena (Penélope Cruz), linda - e maluca.
O encontro entre as jovens e Juan Antonio é sem dúvida o início do filme. E aí que começam a surgir as observações espirituosas, o humor, a sedução, as idiossincrasias sempre presentes nos filmes de Woody Allen.
E a pergunta latente em todo o filme... o que é que dá verdadeiramente sentido à vida??
Curiosos? vejam o filme, vale a pena!




08/01/09